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Mário Nogueira, o Zelota da “Igualdade”

25 Jun

Função Pública exige o mesmo tratamento dos professores.

Excerto:

A Frente Sindical da Administração Pública (Fesap) vai exigir ao Governo abertura para alterar as propostas relativas à mobilidade especial e ao horário de trabalho para os trabalhadores das carreiras gerais e especiais, tal como aconteceu com os professores.
“Congratulamo-nos com as cedências do Governo na negociação com os sindicatos dos professores, mas esperamos igual abertura para tratar os trabalhadores do regime geral e das restantes carreiras especiais da mesma forma”, disse ao Económico José Abraão, da Fesap.
(…)
“Não queremos acreditar que o Governo se assume forte com os fracos e fraco com os fortes”, disse ainda o dirigente da Fesap.
José Abraão lembrou ainda que também na negociação com os sindicatos dos médicos, o Governo cedeu, ao aumentar o horário para as 40 horas, mas com o devido pagamento salarial.

Naturalmente, a Fesap tem razão: ou é para todos, ou não é para ninguém.

Depois leio também este comentário na notícia:

Os Privados exigem o mesmo tratamento dos funcionários públicos!

O comentador no Diário Económico também tem razão: ou é para todos, ou não é para ninguém.

Depois deste episódio, ficam as seguintes questões:

  1. Quando a questão era a Igualdade, aquando do acórdão do Tribunal Constitucional, o sr. Mário Nogueira era dos seus maiores defensores.
    Ele sempre foi hipócrita ou é algo mais recente?
  2. Em relação à Igualdade, agora que é evidente que é contra esta na prática, ainda a defende na teoria?
  3. O que é que faz com que os professores mereçam tratamento especial quer entre os cidadãos em geral, quer entre os funcionários públicos em particular? Há algum racional pensado e estruturado para justificar tal tratamento preferencial?
  4. De todas as profissões em Portugal, é a de professor aquela em que se têm piores condições? Nenhuma outra profissão mereceria mais atenção por parte do governo?
  5. Quanto custa e quem paga este direito excepcional dos professores? Ou essas são questões demasiado terrenas para quem se dedica a questões “de princípio”?
  6. Se a profissão tem especificidades, porque é que as mesmas especificidades não se aplicam aos professores do privado?

A questão 3 (justificação para a excepcionalidade), 4 (exemplos de outras), 5 (contas) e 6 (professores de 1ª e de 2ª) eu gostava de ver respondidas.
As outras são opcionais e exigem uma frontalidade e uma fortaleza (no sentido cristão) de espírito que não estou à espera por parte da personagem. Mas pode ser que alguém saiba as respostas…

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Publicado por em 25 25UTC Junho 25UTC 2013 em Educação, Política, Portugal

 

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