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Motivos para escolher uma escola Privada

18 Fev

Para mim nem se coloca a hipótese de escolher para os meus filhos uma escola pública.

Aqui fica um resumo dos principais motivos:

  1. Ausência de Meritocracia nos alunos – Para além de se linchar qualquer professor que sugira chumbar um aluno, a exigência é globalmente baixa. Os exames no fim são agora inexistentes, os testes são cada vez menos frequentes, dar uma negativa tem de muitas vezes ser justificado, e tudo o que “deixe uma marca” nos alunos é evitado. Está-se a criar uma geração de sensíveis e inúteis, uma “geração de plástico”.
  2. Falta de Avaliação dos professores – Para além de faltar rigor na seleção de professores (cuja entrada é baseada numa nota final de curso), estes depois exigiram o fim da sua avaliação e substituíram-na por nada. O meu desempeno é avaliado mensalmente, o desempenho de um professor… para dar um exemplo, o Mário Nogueira que não dá aulas há cerca de 20 anos teve uma avaliação sem critérios de “muito bom”. Ridículo.
  3. Greves são lugar comum – Se eu tivesse um custo do salário de um dia e um potencial ganho de milhares ou dezenas de milhares (dependendo de quantos anos faltam até ao final da carreira), sem qualquer consequência adicional, eu também consideraria fazer greve. Os professores vivem numa redoma, são mimados pela classe política, tem um poder político enorme, têm salários médios entre os melhores na Europa (a única classe em Portugal que se pode gabar desse facto), e mesmo assim são dos que mais fazem greve em Portugal – sem consideração pelos alunos claro.
  4. Ausência de Apoio nas Férias escolares quando os pais trabalham – O foco da escola pública é nos professores e no seu bem-estar – não nas necessidades dos alunos e dos pais, como é óbvio. Será de admirar que escolas privadas, focadas nos clientes tenham esquemas de apoio nas férias escolares, para facilitar a vida dos pais, e que as escolas públicas não as tenham, passando o tempo fechadas sobre si próprias a fazer relatórios e reuniões com valor zero para os clientes? Obviamente que não.
  5. Conteúdos Programáticos valorizam menos e menos o Ensino e cada vez mais a Doutrinação – Cada vez menos Português, Matemática, Meio-físico e outras disciplinas exigentes, cada vez mais Ciências Sociais, Educação para a Cidadania (que até poderia ser interessante, mas basta ver o programa) e outras matérias semelhantes. E tudo muito PC, claro.
  6. Falta de Autoridade dos Professores e consequente violência por parte de alunos problemáticos. Os exemplos abundam e basta ver a imagem.these-grades-are-terrible-education-1960-vs-2010
    Curioso dado os professores mandarem no sistema, mas parece que entre os professores e a cultura PC, ganha esta. Para perda dos alunos e, como já referi, da meritocracia.
  7. Mário Nogueira Manda – A educação está entregue aos sindicatos e às suas marchas nas ruas. Fazendo uma analogia com o corpo humano, é como se este fosse dirigido não pelo cérebro mas pelo intestino grosso (é uma fábula interessante, se a googlarem). Porque mais uma vez, perdeu-se o conceito inicial de que a educação é para ensinar os alunos e apoiar os pais, e o sector está hoje entregue a quem nele trabalha (que não seja contratado, pois esses estão de fora dos sindicatos, claro).

Assim, não admira que mesmo os dirigentes dos partidos de esquerda, que professam o seu amor pela escola pública, coloquem os seus filhos em escolas privadas.

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Publicado por em 18 18UTC Fevereiro 18UTC 2017 em Teorias Eco.

 

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